Concurso Cultural Não Bata, Eduque 2015



Foi divulgado o resultado do “Concurso Cultural Não Bata, Eduque”! Os participantes enviaram diversos trabalhos entre fotos, vídeos e desenhos com o tema Bater e humilhar não é legal. Como posso mudar isso?

Veja se você está entre os vencedores:

Categoria Crianças:

1º. Lugar – Laura Pecly de Souza, 8 anos, Antônio Carlos, MG
2º. Lugar – João Guilherme Pinheiro, 10 anos, Belo Horizonte, MG
3º. Lugar – Grupo Sementes da Esperança, formado por: Cassiane Victoria de Castro e Souza, 9 anos Eduarda Cardoso Pereira, 7 anos Fabricia Rocha Lima Coelho, 11 anos e Ingrid Brenda Ferrari dos Anjos Araújo, 11 anos, Serra, ES


Categoria Adolescentes:

1º. Lugar – Kimberly Keller Chaves dos Santos, 17 anos, Jaboatão dos Guararapes, PE
2º. Lugar – Luis Guilherme Brambati Ribeiro, 16 anos, Guarapari, ES
3º. Lugar – Grupo Sementes do Rap, formado por: Alexandre Jacques, 16 anos Brendo Cardoso, 17 anos Bruno Rangel Cardoso, 14 anos Carlos Gabriel Cardoso, 15 anos Fabrício Paula Andre das Neves, 13 anos Leilson da Silva Cunha, 16 anos Maicon Douglas Santos Souza, 16 anos Rafael Monteiro de Oliveira, 17 anos Vando Menezes do Nascimento, 16 anos e Wanderson Cardoso, 13 anos, Serra, ES


Categoria Jovens:

1º. Lugar – Leonardo Juchem Flôres, 19 anos, São Sebastião do Caí, RS
 2º. Lugar – Gabriel Mombach, 19 anos, Novo Hamburgo, RS
3º. Lugar – Amanda Blumer Souza, 25 anos, Campinas, SP

Homenagens:

Menções Honrosas pela criatividade do trabalho apresentado
Categoria Crianças – Kaillaine Cardoso Pinheiro, 11 anos, Serra, ES Categoria Adolescentes – Thâmily Lima Andrade, 17 anos, São Paulo , SP – Thiago Baptista, 16 anos, Nova Iguaçu, RJ Categoria Jovens – Jhennifer Marcela Guimarães Assef, 18 anos, Assis, SP



Menções Honrosas pela mobilização de grupos de crianças e adolescentes

Associação Lar Semente do Amor, Serra, ES
Grupo Semente da Esperança
Grupo Sementes do Rap
Grupo Sementinhas do Amor


Centro Juvenil Dom Bosco, Belo Horizonte, MG
Grupo Amigos de Dom Bosco

CRAS Posse Petrópolis, RJ
Grupo Clube dos Estudantes
Grupo CRAS Posse Petrópolis

Ong Novo Mundo, Mesquita, RJ
Grupo Novo Mundo

Projeto Dê asas, Coicó, RN
Grupo Felizes
Grupo Liberdade
Grupo Otimistas
Grupo Sabidos
Grupo Sonhadores
Grupo Sortudas

Projeto Espaço Cultural da Grota, Niterói, RJ
Grupo Projeto de Cordas da Grota

Secretaria de Assistência de Petrópolis, Rj
Grupo Somos tão jovens

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Quem é o adolescente que se quer prender?


Ele nasceu, provavelmente, fruto de uma concepção não planejada. Ao ser concebido, roubaram-lhe a oportunidade de encontrar uma família estruturada, cujos pai e mãe ansiavam por uma gravidez. Antes mesmo de nascer, foi vítima de um primeiro roubo. O que não quer dizer, necessariamente, que seu nascimento não tenha sido comemorado ou que não tenha sido criado com amor.
  
Os cuidados de saúde, tanto no período gestacional quanto na primeira infância, também lhes foram negados. Esses direitos inalienáveis foram subtraídos por adultos, quase sempre um gestor público, que desviou as verbas que, mesmo poucas, deveriam ter sido destinadas ao seu atendimento integral.

Faltou-lhe a creche, a educação infantil, a escola de qualidade, um ambiente saudável que propiciasse seu pleno desenvolvimento, a perspectiva de um trabalho digno. Tudo aquilo que está assegurado nas leis, de Deus e dos Homens. Leis como a Constituição do Brasil e o Estatuto da Criança e do Adolescentes, que   foram elaboradas e aprovadas por parlamentares, tão bem intencionados como aqueles que hoje querem ver na cadeia, ainda mais cedo, os adolescentes infratores.

Ao chegar na adolescência, esta pessoa que se quer encarcerar, nem se dá conta de que quase tudo lhe foi roubado. Muitos deles não chegam sequer a passar para a vida adulta. Morrem antes, não de causas naturais, mas da violência que permeia o que lhes sobrou da vida.

E alguns acabam aderindo a práticas antissociais e criminosas, cooptados por algum adulto impune, que estava onde não deveria estar, substituindo quem ali teria obrigação de estar presente: tanto a família quanto o estado.

É este adolescente, vítima de tantos crimes pela pouca vida a fora que tiveram, que se quer prender. Querem colocar na cadeia, que é o lugar de bandidos e dos que perturbam a ordem ou não cumprem as leis. As mesmas leis que deveriam garantir todos os direitos que lhes foram roubados. 

Senhores e senhoras deputados, digníssimos senadores, pensem bem:

- O ECA já prevê medidas de punição e restrição da liberdade de crianças e adolescentes a partir dos 12 anos. Simplesmente aumentar as punições ou diminuir a idade de penalizar o transgressor, sem assegurar o cumprimento da legislação existente, sem aplicar as medidas socioeducativas e não assegurando o pleno exercício dos direitos constitucionais, é como querer tapar o sol com a peneira. E não se esqueçam senhores e senhoras parlamentares:



- a peneira será sempre muito menor que o sol.


MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE

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Pelo fim dos castigos físicos contra crianças

No dia 18 de março, representantes da Fundação Xuxa Meneghel, Rede Não Bata, Eduque, Fórum Nacional DCA, AMAERJ (Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) e da Pastoral do Menor encontraram-se com o Arcebispo Dom Orani Tempesta para falar sobre o desejo de convidar o Papa Francisco a participar da campanha mundial pelo fim dos castigos físicos contra crianças.

Além do tema, esteve em pauta na reunião a aprovação da lei em outros países, a importância das lideranças religiosas no processo de mudança cultural, em especial a Igreja Católica, e a realização um encontro inter-religioso para discutir o assunto.



O Arcebispo ofereceu informações importantes para que a carta chegue ao Papa Francisco, aliado importante na luta pelos direitos da criança.



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Quanto vale uma vida?


Dizer que a vida humana não tem preço é um lugar comum. Embora moralmente correto, este conceito facilita que ninguém pague pela vida ceifada. O que aconteceria se a vida tivesse um preço estabelecido por um conjunto de critérios e as “balas perdidas” fossem de responsabilidade de quem as fabricou? Ou seja: pagará pela vida os fabricantes das armas e munições, ou o Estado que deve proteger (e não protege) a vida do cidadão? 

Cada morte por “bala perdida”, daria origem a uma ação por danos morais contra o Estado e os fabricantes das armas. Transformadas em indenizações, certamente as balas perdidas achariam um “responsável”. E diminuiriam. 

MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE

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Novos tempos

Tem sido destaque na imprensa internacional e no Brasil o reatamento das relações diplomáticas entre os EUA e Cuba. O fato me fez lembrar da primeira viagem que fiz a Cuba, no início de 1984, antes do estabelecimento das relações diplomáticas com o Brasil, em pleno governo militar de Figueiredo.

Como coordenador do Grupo de parlamentares para População e Desenvolvimento (GPEPD), organizei uma missão a Cuba, levando entre outros, os deputados Haroldo Sanford, Arthur Virgílio, Roberto Freire, Bete Mendes, Sarney Filho, Amaury Müller, Cristina Tavares e os senadores Álvaro Dias e Mercedes Gadelha.

A viagem foi um passo importante no reatamento das relações diplomáticas do Brasil com Cuba, a partir da chegada à Presidência da República do Sen. José Sarney. Na bagagem, além dos charutos de sempre, trazíamos a vontade de contribuir para tirar Cuba do isolamento com os países latino-americanos, muitos ainda sob a ditadura militar. 



MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE


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Petrobras: a culpa é do juiz?

Além de tudo o que já se disse e do que continua sendo dito - e que ainda se dirá, uma questão é curiosa:

- Ao que parece, não são os “malfeitos” da Petrobras que “descredenciam” a companhia, e sim o fato de que os “malfeitos” se tornaram públicos.


Na cabeça dos que pensam assim, caso não tivesse existido a Operação Lava Jato, tudo teria continuado como estava. Ou seja: sem maiores dificuldades. Neste sentido, o problema não são os criminosos e seus crimes, e sim o juiz com sua justiça. 


MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE


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