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Qualquer semelhança com a coincidência, terá sido mera realidade

Qualquer semelhança com a coincidência, terá sido mera realidade  Por MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE Antes, o UNICEF desenvolvia ações para retirar crianças e adolescentes das ruas, principalmente aqueles que eram explorados e abordavam pessoas e carros para pedir dinheiro. Hoje, quem vai às ruas pedir dinheiro é o próprio UNICEF, por meio de “jovens captadores, que visam uma abordagem chamada Face a Face.” O que antes nos indignava, crianças e adolescentes pedindo basicamente para comer, hoje é uma “ação estratégica” de captação, que inclusive destaca os melhores captadores, ou seja, aqueles que mais doações conseguiram arrecadar. É claro que sabemos que não se trata da mesma coisa. Hoje há uma intermediação no processo e também uma sofisticação. Nos tempos atuais, não se aceita doação em dinheiro. Só via cartões de débito ou crédito. É a tecnologia bancária chegando a mendicância. Mas como dizia o poeta Billy Blando, em seu Canto Chorado: “O que dá...

De BNDES para BNEES

BNEES - O banco Nacional do Envolvimento O BNDES, de fato, “des-envolveu”. Concentrou renda e distribuiu seus recursos prioritariamente para os grandes empreendimentos. Até aí pode ser compreensível. O que não se entende e não se pode aceitar é que os grandes empreendimentos não gerem melhorias nos territórios onde estão localizados e não respeitem a legislação brasileira, principalmente em relação aos direitos humanos e as questões ambientais. Para detalhes, consulte o documento “ Desenvolvimento para as pessoas? O financiamento do BNDES e os direitos humanos ”, lançado recentemente pela Conectas Direitos Humanos. Vale conferir. Fica uma sugestão para o próximo, ou próxima, presidente: Aumentar a capacidade do BNDES em envolver as pessoas menos aquinhoadas social e economicamente no processo de crescimento do país. MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE *** Caso tenha sugestões ou comentários sobre esta matéria, por gentileza, envie para comunicarte@comunic...

As de sempre, fazendo o mesmo

Acabou de sair o resultado da licitação (01/10/2014 – Diário Oficial do Município) para a construção do corredor expresso entre o bairro de Deodoro e o Centro do Rio. O valor da proposta vencedora, R$ 1,416 bilhão, ficou próximo ao que estava previsto no edital (R$1,420 bilhão). Quem ganhou... O consórcio formado pelas construtoras Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão venceram a licitação. Esperamos que nos próximos meses, as de sempre, que fazem o mesmo, mudem a maneira de lidar com o dinheiro público. MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE *** Caso tenha sugestões ou comentários sobre esta matéria, por gentileza, envie para comunicarte@comunicarte.com.br e aguarde nosso retorno. Grata, Equipe Comunicarte :)

A Importância do ING (Indivíduo Não Governamental) e da Sociedade Civil

O Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou na segunda quinzena de setembro seu relatório sobre a situação da fome no mundo. O Brasil melhorou bastante. O percentual dos que passam fome é de 1,7%, bem abaixo de 5%, limite para um país ser considerado indigente. Em números, a FAO estima que cerca de 3,4 milhões de brasileiros ainda passam fome. Há 20 anos, este número era bem maior, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Se Betinho estivesse vivo, certamente exigiria resultados ainda melhores. Foi ele quem lançou a Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, ancorado no IBASE, convocando diversas forças vivas da sociedade. Foi a indignação de Betinho que despertou a sociedade brasileira para reagir contra a mais cruel das desigualdades: a fome. A partir da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, uma sequência de políticas públicas foram implantadas, chegando-se ao Fome Zero e ao Bolsa Família. MARCIO SCHI...

QUAL O RETORNO DO INVESTIMENTO SOCIAL?

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Em recente entrevista para a Edição 61 da Revista Filantropia, Marcio Schiavo, diretor-presidente da Comunicarte, teceu uma análise sobre retorno do investimento social. Leia, abaixo, a matéria que saiu este mês na Revista Filantropia: Assim como laranjas e bananas projetos sociais podem ser comparados? É possível comparar laranjas com bananas? É claro que sim. Ambas são frutas e satisfazem necessidades ou desejos alimentares, e, ao serem comparadas, não perdem nenhuma de suas características básicas. É comum ouvirmos que projetos sociais não podem ser comparados entre si: “cada pessoa é uma pessoa e cada vida tem sua própria história”. Não duvidamos disso, mas sabemos que as causas coletivas também têm suas histórias.” No entanto, este não é realmente o problema. Queremos aqui analisar o que pode ser comparado, e assim contribuir para que uma empresa possa decidir, com objetividade, qual é o melhor investimento social para aplicar seu capital. Vamos começar reconhecendo que lar...

Do MR8 ao Dia da Comunicação Empresarial

No passado recente, o dia 08 de outubro era comemorado em memória de Ernesto "Che" Guevara, médico argentino, herói da Revolução Cubana que foi capturado e morto na Bolívia em 08 de outubro de 1967. Hoje, comemora-se também o Dia da Comunicação Empresarial. Enquanto uns se trumbicam, outros se comunicam... E, assim, a revolução segue. MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE *** Caso tenha sugestões ou comentários sobre esta matéria, por gentileza, envie para contato@comunicarte.com.br e aguarde nosso retorno. Grata, Equipe Comunicarte :)

Se beber...

O Globo de domingo veio de luto! Uma faixa preta cobria a metade da primeira página. É um anúncio... de um anúncio. Lembrei-me das reuniões que decidem que deve ser feita uma nova reunião. Mas o rodapé do anúncio explica: "se beber, não dirija". Acrescento: "nem anuncie... o anúncio"! MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE 09/09/13 *** Caso tenha sugestões ou comentários sobre esta matéria, por gentileza, envie para contato@comunicarte.com.br e aguarde nosso retorno. Grata, Equipe Comunicarte :)

A maré está pra peixe

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Pela primeira vez, a produção em cativeiro de frutos do mar e peixes superou a produção de carne bovina. Em 2012, foram produzidas 66,5 milhões de toneladas de frutos do mar/ peixes, contra 63 milhões de toneladas de carne bovina. Chegará o tempo em que o pescador artesanal estará para o peixe, assim como o caçador está, hoje, para a caça! Vejam detalhes no estudo do Instituto Earth Policy ou leiam o resumo na  Revista Amanhã , do O Globo.

Aos Índios, o que é do Índio

Em meados da década de 60, visitei, pela primeira vez, o Museu do Índio. O mesmo reivindicado agora para continuar abrigando a Aldeia Maracanã. Quando os Cabrais (o Pedro e o Sérgio) aqui chegaram, já encontraram os Índios. A Baía é da Guanabara, quem aqui nasce é carioca. A praia mais famosa é Copacabana. A garota, de Ipanema. O estádio principal é o Maracanã. O que falta para o Museu do Índio, hoje, aldeia, ser do Índio? Será que o Cabral da vez está sentindo falta de uma aldeia em frente a seu prédio? MARCIO SCHIAVO, Diretor-presidente da COMUNICARTE *** Caso tenha sugestões ou comentários sobre esta matéria, por gentileza, envie para comunicarte@comunicarte.com.br e aguarde nosso retorno. Grata, Equipe Comunicarte :)

A ESQUERDA EMBURRECEU OU A BURRICE ESQUERDOU?

A JMA (o sociólogo) Até as décadas de 60/ 70, a inteligência era um atributo essencial da esquerda. Ter uma formação intelectual sólida, manter-se atualizado com o cenário geopolítico mundial, frequentar polos produtores e disseminadores de cultura, eram obrigação de todos os esquerdistas, socialistas e comunistas. Não se via um bom companheiro, sem um livro na mão e muitas ideias na cabeça. A utopia de um mundo melhor, possível equânime, construído pelas forças progressistas parecia alcançável, bastando para tanto, conquistar o coração e a mente das massas. E a cada dia, um novo exemplo acenava com a diminuição da distância entre o mundo sonhado e o real. Não nos demos conta de que, enquanto construíamos alicerces teóricos e propagávamos exceções que enchiam de orgulho as cabeças pensantes, a velha direita e seu progmatismo de resultados, apostava cada ficha na hipótese de que poder é poder, e quem o detém, não abre mão de exercê-lo em causa própria, esquecendo a própria causa p...